sábado, 29 de novembro de 2008

DESISTIR

Esses dias descobri que tem horas que o mais prudente é desistir.
Falo da desistência relacionada às questões mais básicas da vida.
Como por exemplo: a tentativa de montar um móvel que não dá certo e que não tenho habilidade suficiente para isso,
De ligar para alguém que não quer falar comigo,
De fazer algo apenas para agradar os outros,
De amizades que não são recíprocas,
De hábitos que consomem o tempo e não edificam,
De um sentimento não correspondido.

O problema é que às vezes tento desistir, mas a teimosia é maior... Mesmo sabendo que é vã.

Desistir, pode representar uma mudança de rumo, uma auto-valorização, uma resposta positiva para si mesmo.

Quer saber? Desisto.

Desisto de tentar traçar o meu próprio caminho,
De tomar de volta aquilo que já entreguei
De chorar qdo sei que os planos traçados para mim foram feitos por Alguém que me amou primeiro.
Desisto de colocar-me na frente de Deus.
Desisto de insistir em fazer de mim, senhora do meu proprio destino.

Talvez desistir em algumas áreas da vida que precisam ser tratadas seja apenas o início para um novo momento...

Boa semana!!

domingo, 2 de novembro de 2008

Fazendo o possível para não sofrer

Esses dias andei sofrendo mais do que o normal.
O motivo?O passado...
Lembrei de coisas que eram tão importantes pra mim. E que hoje percebo que ainda são.
Olhei álbuns velhos, cartas antigas, lembranças de um passado que ainda parece presente e recente.

Vivo atualmente o grande desafio de não me deixar levar pelas marcas do passado, pelos sonhos frustrados, pelas histórias que quase vivi.

A Bíblia nos convida a trazer à memória àquilo que nos dá esperança. É nisso que tenho pensado, afim de não me deixar levar pelos ventos que já passaram.

Aguardo novos ventos e sou grata a Deus pelo tempo e situações que tenho vivido.

Tem momentos que voltar ao passado é o mesmo que fazer sentir as feridas que ainda não estão totalmente cicatrizadas.

É tempo de curá-las.

Boa semana!

domingo, 21 de setembro de 2008

Alguns aspectos da canção

Estive ouvindo uma canção interpretada por Elis Regina.
O nome dela é: Casa No Campo (Composição: Zé Rodrix e Tavito)
Daí, pensei em escrever a respeito de alguns trechos com os quais me identifico.

"Eu quero uma casa no campo"
Também queria uma. Poderia ser na cidade... Que fosse aquele lugar com verde, com uma piscina ou lago, com uma mesa e uma rede debaixo de uma árvore.

"Onde [...] tenha somente a certeza, dos amigos do peito e nada mais"
Um lugar de referência não apenas para os amigos, mas principalmente para a família. Lugar de paz, conforto, palavras de amizade, de fortalecimento, de oração...

"Onde eu possa ficar no tamanho da paz [...] Eu quero o silêncio das línguas cansadas. Eu quero a esperança de óculos"
Lugar onde eu pudesse desfrutar do silêncio das vozes, mas pudesse sentir a voz do coração, a voz de Deus...

"Meu filho de cuca legal"
Aqui o desejo da maternidade e o desejo também de um lugar melhor para se viver...

"Eu quero plantar e colher com a mão"
Plantar não apenas árvores, mas também, esperanças... deixar para trás os medos, as angústias, os traumas...

"Eu quero uma casa no campo. Do tamanho ideal, pau-a-pique e sapé. Onde eu possa plantar meus amigos, meus discos e livros. E nada mais..."
Repito: um lugar para amigos, para a família, um lugar simples, aconchegante- daqueles em que quem é de fora se sente em casa. Do tamanho do coração.

A música retrata o desejo de muita gente. Mas, o que mais me surpreende é saber que essa casa, pode ser aqui, onde estou nesse momento.
Um lugar onde eu possa viver tudo isso.

No entanto, todo esse querer deve ser concentrado nas mãos Daquele que guia meus passos: Deus. Que sabe muito mais do que eu, o que é melhor para mim.

Boa semana.

domingo, 10 de agosto de 2008

As três coisas

Dizem que "Há três coisas que não voltam atrás: A flecha lançada, a palavra proferida e a oportunidade perdida". Estava pensando aqui sobre essas coisas...

Qto à flecha, depois de ser lançada resta torcer para que o alvo seja acertado ou não.

A palavra proferida realmente, não tem nada que a possa fazer voltar. Só em filmes de ficção.
Essa, se mal utilizada tem o poder de destruir sonhos, corações e esperanças. Mas, a palavra perdão pode entrar em ação, fazendo com que o seu sentido seja de fato, significativo na vida do ofendido.

Sobre a oportunidade... bem...
Estive pensando sobre ela esses dias. Quantas oportunidades para coisas diversas já tive? Como diria o Lulú Santos "já não tenho dedos prá contar..."
Muitas vezes, aquela oportunidade era única mesmo e não mais voltará. Agora é tarde! Dói pensar assim... No entanto, acredito que em algumas circunstâncias, Deus nos faz ter oportunidades parecidas ou até melhores do que aquelas que lamentamos não existir mais.
De reencontrar, de dizer que ama, de pedir perdão, de recomeçar, de refazer, de tratar, de sonhar, de ser, de viajar...

Cabe portanto, perceber algumas oportunidades sutis, que só saltam de fato, para aqueles que estão sensíveis a Voz e ao direcionamento de Deus.

Carpe Diem!
Escrito em 10.08.08- com um baita sono!

domingo, 20 de julho de 2008

Fechando argolas

Certa vez, numa conversa com uma grande amiga ela me disse mais ou menos assim: a nossa vida é como se fosse um cordão que a gente monta a cada dia com algumas argolas. E para que uma nova argola seja colocada, é preciso que a anterior seja fechada.

Esses dias andei fechando algumas argolas, abrindo outras... Fechando algumas histórias, começando outras, vivendo mudanças.

Às vezes o fato de fechar algumas argolas significa romper com o medo, com o orgulho, com o rancor, com a mágoa, com o tempo... Porém, fechá-las é essencial para que se dê continuidade a outras histórias, outros desejos, outros sonhos, outros tamanhos.

Me sinto mais leve agora, bem mais leve e em paz comigo. Fechar argolas, permite-nos expor sentimentos, conhecer sentimentos, vivenciar o perdão, o consolo, a esperança. Pode ser também remexer uma ferida, uma desesperança...

Para mim foi uma ótima experiência e agora estou dando continuidade a um cordão que confesso, não sei que tamanho terá, mas imagino que deva ser lindo, cada vez mais. Afinal, eu mesma o estou construindo. Com a orientação do melhor dos Artesãos.

BOa semana!!

terça-feira, 15 de julho de 2008

"Ao cheiro das águas"

Tive uns dias difíceis...
Daqueles em que se pensa tanta besteira, sabe?
Daí uma colega de trabalho me deu um CD de Diante do Trono para ouvir.
Para quem não sabe, Diante do Trono é um dos grupos evangélicos mais conhecidos do Brasil.

Nesse CD tem uma música que já ouvi muitas vezes na vida e um de seus trechos diz assim:
"Há esperança para o ferido
Como árvore cortado, marcado pela dor
Ainda que na terra, envelheça a raiz e no chão abandonado, o seu tronco morrer [...]
Ao cheiro das águas brotará, como planta nova, florescerá..."

Ao ouvir essa música hoje pensei no quanto ela é profunda
Ela não diz que a planta será inundada com a água,
Mas fala que ao cheiro das águas, brotará.
Não é pela água em si, mas apenas pelo seu cheiro.

Isso para mim teve um forte significado, pois a esperança não é a certeza, mas é o "cheiro" das coisas que se esperam.

Essa música não poderia ter vindo em melhor hora.
Para mim, ter esperança hoje é como essa canção, que apresenta as coisas que ainda que pequenas, acontecem no sentido de que tudo se faça novo, floresça...

Tá sentindo o cheiro?

Boa semana!!

domingo, 6 de julho de 2008

Optei

Por sofrer menos com o que dizem ao meu respeito
Por agradecer, ainda que as coisas não estejam exatamente do jeito que eu queria
Por sorrir, ainda que a vontade seja de chorar, e por chorar quando a dor for maior do que eu consiga suportar
Por amar, mesmo com todas as feridas já vividas
Por viver bem e melhor, pensando no presente como trampolim pro futuro.

(06/07/08)

quarta-feira, 18 de junho de 2008

ZIG- ZIG

Não sei se você sabe o que é um zig-zig. É um inseto bem diferente que vive geralmente em meio às plantas. Só não sei o que um desses veio fazer na minha casa essa semana. Passei o domingo estudando e escutei um barulho estranho. Quando olhei para o lado era ele... Nossa!! Ele parecia tão perdido de uma lado para outro, parecendo procurar um caminho.

Fiquei na torcida para que ele achasse a saída, mas parece que a enorme janela tinha se tornado do tamanho de uma formiga. Enfim, nada. Horas depois quando achei que ele tinha ido, permanecia ali. Pensei em formas de fazê-lo sair até que, quando ele estava no chão, peguei um pedaço de papel, fiz com que ele subisse. Subi na cama, coloquei o papel para fora da janela, sacudi-o. Mas, ele voltou. Não consegui mais fazer com que ele achasse o caminho de fora. Saí e quando voltei ele estava lá, em cima do guarda-roupa.

Na segunda-feira de manhã, não reparei onde ele estava. Mas, à noite quando cheguei ele estava caído, morto no chão do meu quarto. Fiquei triste, pois torci e tentei fazê-lo ir embora, seguir seu caminho, viver mais...

É claro que desse fato eu tinha que tirar algum ensinamento, né?

Pensei: quantas vezes estamos fazendo algo errado, arriscado e as pessoas chegam pra nós, nos orientam mas por uma razão ou outra, permanecemos no erro. Vou mais além... quantas vezes Deus nos faz subir, contemplar aquilo que Ele tem preparado para nós, mas teimosos e ansiosos que somos, resolvemos procurar "as plantas e brisas" sozinhos? Daí o caminho é um: dor.

Fiquei triste com a morte do inseto. Mas, a presença dele me fez perceber como em alguns aspectos somos tão parecidos. Uma diferença? Ele não pensava.

DEus nos abençoe.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

SONO

Ele chega e nem uma xícara de café de cortesia o faz ir embora
Me faz fechar os olhos sem nem sentir
E às vezes num cochilo desatento
Perco as partes mais importantes de muitas histórias.

terça-feira, 27 de maio de 2008

No limite

Quando eu estava na auto escola o instutor começou a me explicar sobre o funcionamento do carro, das marchas... Lembro como se fosse hoje ele me dizer que, à medida que a velocidade aumentava, era preciso mudar de marcha. Eu dizia: não!! Só preciso aprender até a terceira marcha, pois, possivelmente eu nunca vou utilizar a 4a.

Hoje, sempre lembro dessa situação. E me constrange pensar que muitas vezes limitamos o nosso saber e o nosso desejo por conhecer mais e mais sobre muitas coisas.

E o pior, é quando nos limitamos a conhecer Deus apenas no limite das nossas ansiedades. Se eu preciso d'Ele devido a algum problema, sofrimento, busco mais. Se estou "super bem" busco menos. Como podemos utilizar essa proporção com tanta frequência?

Confesso que hoje é um daqueles dias em que me sinto incomodada de saber e buscar conhecer a DEus e Sua vontade apenas no limite.

Devo querer conhecê-Lo pelo que Ele é, pelo que fez e faz, pelo Seu amor, misericórdia, carinho demonstrado a mim dia após dia, pela Sua presença constante. Não como um gênio da lâmpada que aparece quando o solicito para satisfazer os meus desejos.

Conhecer a Deus, ir além do limite se faz necessário para que minha vida não seja tão vazia e desprovida de sentido.

Quero que Ele seja tão conhecido por mim, como conheço alguns dos meus melhores amigos.
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sábado, 24 de maio de 2008

O desafio de fazer as coisas certas

Hoje me deu vontade de escrever sobre o desafio que muitas vezes é fazer as coisas certas. Fazer as coisas erradas e agir de forma errada parece ter tomado conta do inconsciente coletivo a ponto de acharmos estranho quando alguém faz algo correto. Mas, por que isso acontece?

Esses dias um comentário ao meu respeito me incomodou muito. Lembra daquela música do Raimundos: mulher de fases? A música trata de alguém complicada e perfeitinha. E foram exatamente esses dois adjetivos que uma colega utilizou, se referindo a mim. Na hora questionei: por que você está me chamando assim? Ela respondeu: porque você gosta das coisas muito certinhas. Eu, no auge da minha indigação com o assunto perguntei: e qual é o mal de querer fazer as coisas certas?

Sei que não sou perfeita e que também não serei. Mas, quero durante a minha estadia aqui na terra deixar marcas positivas que condizem com uma pessoa que assumiu para si um compromisso de vida diferente.

O mundo da política, dos negócios, das relações interpessoais tem registrado, valores que nem sempre são positivos. Chegamos ao ponto de, ficarmos surpresos quando alguém que acha e devolve uma carteira com documentos ou uma pasta cheia de dinheiro, ou quando alguém cede um lugar para um idoso numa fila por ele ter prioridade, ou ainda, quando alguém decide não sonegar imposto ou devolver um trôco a mais que recebeu.

O mundo e a vida precisam de pessoas que assumam o desafio de fazer as coisas certas. Ainda que sejam tachadas de tolas ou bobas.

Os exemplos que dei são básicos e cotidianos. Mas, costumam acontecer sempre quando a gente menos imagina.

Sei que aqui ou acolá a gente pode tropeçar, mas o importante, é assumir o desafio de querer e fazer as coisas certas.

Vamos tentar?
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segunda-feira, 19 de maio de 2008

VALOR

Quando se fala em valor podemos pensar em várias coisas, não é? Teoria geral do valor, valor de compra, de venda, de uso, do IPTU, IPVA, do aluguel, das prestações, das compras de supermercado, do combustível, das passagens...

Hoje se fala mais em valor monetário do que no valor humano, não é?
Quanto ganho, quanto gasto, quanto tenho, são questões meramente superficiais comparadas ao valor que agrego às pessoas que vivem ao meu redor. As presenças, os sorrisos, os silêncios, os olhares, os telefonemas, tudo isso passa a ser mais importante e valoroso pra mim quando percebo o real valor das pessoas... Até o slogan do cartão de crédito fala de coisas que não tem preço!!

Hoje recebi um email bem interessante. Falava de uma mulher que, muito cansada reclamava de tudo: do marido, do trabalho, dos filhos que queriam tempo para brincar, das atividades de casa, da família... Ao passar por uma experiência num sonho em que tudo lhe era tirado devido à morte, ela se preocupou em como ficariam seus filhos, seu marido, seu trabalho sem ela e passou a perceber como seria difícil pra si essas ausências, pois amava sua vida e não se dava conta. Felizmente para ela foi apenas um sonho e ela teve oportunidade de olhar para seu redor de modo diferente.

Deixar de ver cifrões em tudo e até mesmo nas pessoas pode ser um desafio às vezes. Mas, talvez seja o passo inicial para perceber o valor real de tudo o que é mais importante nessa vida, e melhor: de graça!
Por isso aproveite, o melhor da vida “não tem preço”!!

domingo, 23 de março de 2008

Sem querer eu quase...

A vida é breve
Um segundo é breve
O pé no freio não foi leve
Senão teria sido o adeus

Ele veio correndo
Surpreendentemente
Parecia vir sorrindo
De encontro ao carro

Desviei
Ele sobreviveu
Eu me tremi
E com uma baita dor de cabeça fiquei

O cãozinho deve estar correndo livre e leve em algum lugar por aí.

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Oxe! E eu?


Se você nunca disse essa expressão- afinal, ela tem uma palavra bem nordestina- com certeza já a falou de outra forma. Sabe aqueles dias em que você percebe que tudo parece dar certo para os outros menos pra você? Eita, eita!! Mas, quem disse que não está dando certo?

Olhando pela janela do meu quarto agora, vejo que até para cair um temporal é preciso tempo. Ou você acha que todas as nuvens se unem num piscar de olhos?

Na região em que moro agora, conheci uma amiga muito especial. Um dia desses, ela me contando de um episódio com seu marido, me disse a seguinte frase: “faça do limão, uma limonada”. Eu ri na hora. Essa semana escutei a mesma frase de uma outra amiga. Essa ainda completou: “lembra como o limão é azedo? Então! Pega água, umas colheres de açúcar, bate... hum!! Que delícia de limonada”. Está aí uma sabedoria popular. Aprender a fazer dos momentos considerados por nós incompletos, uma situação agradável ao corpo e ao coração.

Às vezes me sinto naquela fila de banco quilométrica e que quando chega a minha vez, tava faltando um documento, sabe como é? Daí preciso sair pra tirar uma cópia e quando volto, tenho que pegar o fim da fila de novo.

Me conforta muito saber que nada acontece por acaso. E que esse questionamento que muitas vezes faço, é um indicador de que preciso ter paciência e me conscientizar de que, por alguma razão muito maior algumas coisas ainda não aconteceram na minha vida.

Tenho feito algumas limonadas. Alguém quer?
(escrito em 23.02)

Minha primeira garrafa térmica

Hoje me deu vontade de escrever. Sobre algo que nunca pensei... minha primeira garrafa térmica! Você achou engraçado? Eu também achei. Quem me conhece mais de perto sabe que não tenho muitos dotes culinários, e muito menos paixão pela cozinha. Mas, penso que morar só está me ensinando muitas coisas.

Primeiro você aprende que fazer feira não é tão fácil quanto parece. Envolve raciocínio, concentração, cálculos, esforço físico... Aprende que um garrafão de água de 20 litros para ser colocado numa base sem derramar remete ajuda de outra pessoa. Prazos? Esses são importantes, afinal: contas de luz chegam, dia de aluguel, validade dos alimentos (xiii!!!). Quanta coisa a gente erra até aprender...

Mas, uma coisa me chamou atenção hoje: Depois que sai do trabalho resolvi passar num supermercado e comprar um requeijão (a idéia inicial era comprar apenas isso). Entretanto, ao caminhar no supermercado percebi uma garrafa térmica, linda! Verdinha –da cor das coisas da minha cozinha- pequena – cabe apenas 0,5 litros, o que é perfeito pra mim. Pensei em comprá-la, mas, desisti. Afinal, pra quê preciso de uma garrafa térmica?

Porém, ao caminhar pelo supermercado, comecei a recordar de qdo mudei para outra cidade. O apartamento que estou morando é todo mobiliado, mas, a garrafa térmica que tinha (por sinal uma azul) havia sido deixada pela antiga moradora. Comecei a perceber que, por mais que eu fervesse a água, minutos depois já estava quase fria. Detectei então que a garrafa não funcionava mais. Não servia mais para a função a que foi destinada.

Passei então, até hj sem uma garrafa, ou seja, cada vez que eu queria um café ou chá precisava recorrer ao fogão. Passei a perceber a importância que aquela garrafa teria pra minha vida (não é drama não viu?). Caso eu a tivesse poderia conservar a água, ganharia mais tempo qdo quisesse um café... resolvi então trazê-la. Ao chegar em casa, mal desembrulhei as sacolas, tratei de ferver a água e colocar na garrafa-acabei de tomar meu primeiro café com a água conservada na minha primeira garrafa térmica.

Fazendo uma breve analogia- não sei se sou boa nisso- percebo que a oração e a leitura da Palavra nos fazem manter a fé em Deus. No entanto, se eu não as pratico ficarei como a garrafa azul, perfeita por fora, mas já fragilizada por dentro. Na verdade, eu não preciso ser trocada, o que precisa ser trocado são meus antigos valores, pensamentos sobre mim mesma, concepções errôneas sobre a minha existência nesse mundo. Preciso conservar a fé. Preciso ser como a garrafa nova- só que não como essa que comprei hj, afinal, ela tem um prazo de validade determinado. A diferença é que, nós que temos o Espírito Santo de Deus temos validade eterna.

Devemos manter a temperatura ideal da nossa fé, ainda que nossos sonhos não se realizem, que nossos medos apareçam, que as frustrações grudem em nós igual àqueles chicletes que pisamos na rua, ainda que nós estejamos humanamente sós...
Precisamos crer que fomos feitos com um propósito determinado, devemos acreditar que os planos que Deus tem para nós não se exaurem nessa vida, porém, nela, temos um papel fundamental- que também faz parte dos planos Dele pra nós...
Sejamos como garrafas térmicas- das que tem prazo de validade eternas!! Que possamos manter a temperatura ideal da nossa fé, afinal, sem ela é impossível agradar a Deus.

Diário de alguém que espera

"Espere"! Eita palavrinha difícil de ouvir às vezes, não é? Não ouvi essa palavra hoje, mas me sinto como se envolvida nela. Lembro de quando eu era criança e queria que minha mãe fizesse algo pra mim, ou me desse algo que há muito eu esperava. Nossa, como era horrível quando ela me pedia pra esperar!!!!

Criança geralmente não tem noção de tempo e 1 minuto pode virar uma eternidade. Lembro que quando cresci- em idade, é claro- ela às vezes dizia: “Eva, vem cá!”. Eu dizia: “peraí mainha!” Xiiii... ela também não gostava. Afinal, quem gosta? Nunca conheci alguém que dissesse: “o médico atrasou 15 minutos e eu adorei, afinal eu amo esperar”, ou “ai que bom que o ônibus já está atrasado 45 minutos”. Sinceramente, só gostamos de algum atraso quando vamos nos beneficiar dele, não é?

Hoje eu estava pensando sobre essa palavra que tanto nos inquieta.
Esperar por uma ligação que nunca chega, por um currículo que ainda não foi aceito, por um amor que ainda não veio, por um sonho que ainda não se concretizou, por uma defesa de dissertação que ainda não aconteceu (perceberam o drama?), por uma aprovação, por uma resposta, por um reconhecimento, por justiça...

Hoje eu esperava uns e-mails. Cheguei em casa toda afobada para acessar a net. Para minha surpresa: 03 que eu não esperava e nenhum dos que eu imaginei que estariam assinalados na minha caixa de entrada do hotmail. A lição que tirei desse simples fato é que às vezes esperamos algo e ele não se concretiza, mas Deus faz mais e melhor...
Acredito mais do que nunca que os planos que colocamos nas nossas mãos sempre correm o risco de não dar certo. Porém, aqueles que colocamos nas mãos do Senhor e descansamos, esses sim, tem grande chance de acontecer. Falo “grande chance” porque nem sempre teremos aquilo que pedimos. E isso é muito bom. Afinal, não sabemos o que é melhor pra nós e muitas vezes pedimos errado.

Dia desses, falando com uma grande amiga ela me lembrou de uma frase que ouvimos sempre quando iniciamos nossa trajetória na fé: Deus tem três respostas- sim, não e espere. Parece que o sim e o não são objetivos, é isso e pronto! Mas, o “espere...” Espere? Esse nos faz ter um misto de sofrimento, esperança, ansiedade, medo...

Saber esperar é uma virtude. Na espera aprendemos a confiar, a pensar, a sonhar mais, a crer... Deus muitas vezes também nos faz esperar para nos preparar... É claro que isso não é fácil. Muito pelo contrário, na maioria das vezes, esperar é conviver com a dor, com a angustia, com o sofrimento, com as lágrimas, com a incerteza...

A Bíblia diz: “Mas os que esperam no Senhor renovarão as suas forças. Subirão com asas como águias: correrão e não se cansarão, caminharão e não se fatigarão.” Isaías 40:31
O que você está esperando? Em quem você está esperando?
Pare só um pouquinho e leia novamente o versículo acima.
Leu?

Então é hora de exercitar a esperança Naquele que tudo pode... Mas, isso só valerá a pena se você acreditar que seus sonhos e expectativas colocados nas mãos Dele estão mais bem guardados do que nas suas, viu?

Quer uma dica de quem também está esperando? Espere!!
E no tempo certo, as coisas acontecerão -ou não. Mas, com certeza, se colocados nas mãos do nosso Pai, será o melhor pra nós.

Boa semana!!