terça-feira, 27 de maio de 2008

No limite

Quando eu estava na auto escola o instutor começou a me explicar sobre o funcionamento do carro, das marchas... Lembro como se fosse hoje ele me dizer que, à medida que a velocidade aumentava, era preciso mudar de marcha. Eu dizia: não!! Só preciso aprender até a terceira marcha, pois, possivelmente eu nunca vou utilizar a 4a.

Hoje, sempre lembro dessa situação. E me constrange pensar que muitas vezes limitamos o nosso saber e o nosso desejo por conhecer mais e mais sobre muitas coisas.

E o pior, é quando nos limitamos a conhecer Deus apenas no limite das nossas ansiedades. Se eu preciso d'Ele devido a algum problema, sofrimento, busco mais. Se estou "super bem" busco menos. Como podemos utilizar essa proporção com tanta frequência?

Confesso que hoje é um daqueles dias em que me sinto incomodada de saber e buscar conhecer a DEus e Sua vontade apenas no limite.

Devo querer conhecê-Lo pelo que Ele é, pelo que fez e faz, pelo Seu amor, misericórdia, carinho demonstrado a mim dia após dia, pela Sua presença constante. Não como um gênio da lâmpada que aparece quando o solicito para satisfazer os meus desejos.

Conhecer a Deus, ir além do limite se faz necessário para que minha vida não seja tão vazia e desprovida de sentido.

Quero que Ele seja tão conhecido por mim, como conheço alguns dos meus melhores amigos.
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sábado, 24 de maio de 2008

O desafio de fazer as coisas certas

Hoje me deu vontade de escrever sobre o desafio que muitas vezes é fazer as coisas certas. Fazer as coisas erradas e agir de forma errada parece ter tomado conta do inconsciente coletivo a ponto de acharmos estranho quando alguém faz algo correto. Mas, por que isso acontece?

Esses dias um comentário ao meu respeito me incomodou muito. Lembra daquela música do Raimundos: mulher de fases? A música trata de alguém complicada e perfeitinha. E foram exatamente esses dois adjetivos que uma colega utilizou, se referindo a mim. Na hora questionei: por que você está me chamando assim? Ela respondeu: porque você gosta das coisas muito certinhas. Eu, no auge da minha indigação com o assunto perguntei: e qual é o mal de querer fazer as coisas certas?

Sei que não sou perfeita e que também não serei. Mas, quero durante a minha estadia aqui na terra deixar marcas positivas que condizem com uma pessoa que assumiu para si um compromisso de vida diferente.

O mundo da política, dos negócios, das relações interpessoais tem registrado, valores que nem sempre são positivos. Chegamos ao ponto de, ficarmos surpresos quando alguém que acha e devolve uma carteira com documentos ou uma pasta cheia de dinheiro, ou quando alguém cede um lugar para um idoso numa fila por ele ter prioridade, ou ainda, quando alguém decide não sonegar imposto ou devolver um trôco a mais que recebeu.

O mundo e a vida precisam de pessoas que assumam o desafio de fazer as coisas certas. Ainda que sejam tachadas de tolas ou bobas.

Os exemplos que dei são básicos e cotidianos. Mas, costumam acontecer sempre quando a gente menos imagina.

Sei que aqui ou acolá a gente pode tropeçar, mas o importante, é assumir o desafio de querer e fazer as coisas certas.

Vamos tentar?
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segunda-feira, 19 de maio de 2008

VALOR

Quando se fala em valor podemos pensar em várias coisas, não é? Teoria geral do valor, valor de compra, de venda, de uso, do IPTU, IPVA, do aluguel, das prestações, das compras de supermercado, do combustível, das passagens...

Hoje se fala mais em valor monetário do que no valor humano, não é?
Quanto ganho, quanto gasto, quanto tenho, são questões meramente superficiais comparadas ao valor que agrego às pessoas que vivem ao meu redor. As presenças, os sorrisos, os silêncios, os olhares, os telefonemas, tudo isso passa a ser mais importante e valoroso pra mim quando percebo o real valor das pessoas... Até o slogan do cartão de crédito fala de coisas que não tem preço!!

Hoje recebi um email bem interessante. Falava de uma mulher que, muito cansada reclamava de tudo: do marido, do trabalho, dos filhos que queriam tempo para brincar, das atividades de casa, da família... Ao passar por uma experiência num sonho em que tudo lhe era tirado devido à morte, ela se preocupou em como ficariam seus filhos, seu marido, seu trabalho sem ela e passou a perceber como seria difícil pra si essas ausências, pois amava sua vida e não se dava conta. Felizmente para ela foi apenas um sonho e ela teve oportunidade de olhar para seu redor de modo diferente.

Deixar de ver cifrões em tudo e até mesmo nas pessoas pode ser um desafio às vezes. Mas, talvez seja o passo inicial para perceber o valor real de tudo o que é mais importante nessa vida, e melhor: de graça!
Por isso aproveite, o melhor da vida “não tem preço”!!