Hoje à noite lembrei de alguns momentos de minha infância. Especialmente das vezes que minha mãe arrancara meus dentes “de leite” com um pano- e é claro, colocava debaixo do travesseiro com o argumento de que a fadinha viria e deixaria algum dinheiro em troca do dente.
Infância é um período realmente muito marcante. Dependendo de como ela se dá, toda uma vida pode ser marcada para sempre. Desde minha graduação tenho acompanhado alguns casos de crianças e adolescentes alguns delas são órfãs de pais vivos, negligenciadas, escanteadas, humilhadas e abandonadas. E isso, é mais comum do que se imagina e não característico apenas da classe baixa.
Lembro de alguns momentos com minha mãe, que fazia “das tripas coração” para nos dar oportunidades que ela mesma não teve em sua infância, embora de forma alegre e singela.
Lembro-me bem: os dias de vacinação, das “carreiras” para pegar o circular SETUSA, o pão com mortadela na praia da Penha, da meninada que queria brincar lá em casa, dos sonhos em formato de coração, nuvem, flor... O arroz com sardinha e coca-cola quando chegávamos da praia, as idas à Bica (zoológico da cidade) e ao aeroporto só para ver as partidas e as chegadas dos aviões, o cheirinho do cuscuz, as conversas com os vizinhos, a pipoca Bokus, as negociações para que não pedíssemos nada quando saíamos, o risole de queijo e o caldo de cana no Centro da cidade, os passeios de trem, a pipoca doce, as idas às casas das minhas avós. As orientações e as verdades sobre papai Noel, coelhinho da páscoa. O seu retorno aos estudos e ao trabalho... nossa!! Quanta coisa!
Ainda houveram as conversas sérias sobre: pedir emprestado e devolver, sexualidade, casamento x separação, a importância dos estudos. Os castigos, as horas marcadas para chegar, os votos de confiança...
Recordo ainda de algumas frases características (bem popularmente falando):
* “Filho? A gente cria para o mundo” embora, isso não parecesse ser verdade em alguns momentos;
* “Se prejudique, mas não minta!”, para mim, talvez a maior expressão de justiça.
* “Coloque sua cabecinha no travesseiro e pense no assunto”- aff! Essa era uma das mais difíceis de ouvir.
* “Quem tem medo de cagar, não come!” para fortalecer uma filha medrosa e insegura...
* “Quem confia em Deus nem fica nú, nem passa fome” para demonstrar que, com fé superaria suas dificuldades.
* “Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço” quando não queria justificar seus próprios erros... (lembra véa? - kkk)
Nos dias de hoje fico pensando naqueles tempos. Tempos bons que certamente, guardarei para sempre em minha memória. Tempos que foram fundamentais para nos tornamos pessoas com valores fortes, e que dão importância a cada momento e conquista na vida, constantes e tementes a Deus.
Diante de tudo isso, posso dizer sem medo que, na simplicidade está o que é mais puro. Nela está aquilo que não precisa de outro argumento ou motivação para poder existir.
P.S: obrigada por tudo véa (mainha)
20.09.09 às 01:50h
domingo, 20 de setembro de 2009
terça-feira, 18 de agosto de 2009
Nasci onde o sol nasce primeiro.Terra de Jakson do Pandeiro, de Elba e de Chico César.
Nasci num lugar em que a lagoa no centro da cidade é cartão postal, e que tem também o ponto das americas mais oriental.
Nasci onde o pôr do sol é acompanhado do Bolero de Ravel todos os dias do ano, terra de Augusto dos Anjos e de Ariano.
Terra de gente passiva, amiga, terra da Cidade Viva, saudades sem fim.
Nasci num lugar em que a lagoa no centro da cidade é cartão postal, e que tem também o ponto das americas mais oriental.
Nasci onde o pôr do sol é acompanhado do Bolero de Ravel todos os dias do ano, terra de Augusto dos Anjos e de Ariano.
Terra de gente passiva, amiga, terra da Cidade Viva, saudades sem fim.
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
E a onda...
Viajei semana passada...
No avião conheci um conterrâneo nordestino que já mora fora da terra natal há mais de 10 anos. Na conversa, trocamos algumas palavras relacionadas a nossa ausência do nordeste. A família, os amigos, os círculos de convivência, o trabalho... E naqueles poucos minutos de escala ele falou algo que tenho "remoído" essa semana inteira: as mudanças.
Ele disse que qdo veio pro Norte e voltava de férias para o Nordeste, guardava um "monte de novidades" para contar aos amigos qdo lá chegasse. Com o passar do tempo, começou a perceber que as suas novidades já não eram tão compartilhadas, porque aqueles amigos de outrora já não eram mais tão amigos assim. Que os amigos, já eram amigos de outros amigos. Que aquelas novidades, já não faziam tanto sentido naquele novo contexto. Percebeu que ele também já tinha construído novos vínculos de proximidade.
Interessante como essas coisas funcionam... E quem disse que elas são essencialmente ruins? São nada... Isso nos mostra o qto tudo é transitório, o qto algumas amizades permanecem firmes mesmo diante das ausências. Que na vida, o tempo todo, estamos crescendo, nos desenvolvendo, nos aperfeiçoando.
Daí fiquei a pensar na música tão conhecida - interpretada por Lulu Santos
Como Uma Onda
Composição: Lulu Santos / Nelson Motta
Nada do que foi será
De novo do jeito que já foi um dia
Tudo passa
Tudo sempre passará
A vida vem em ondas
Como um mar
Num indo e vindo infinito
Tudo que se vê não é
Igual ao que a gente
Viu há um segundo
Tudo muda o tempo todo
No mundo
Não adianta fugir
Nem mentir
Pra si mesmo agora
Há tanta vida lá fora
Aqui dentro sempre
Como uma onda no mar (3x)
Não é porque a onda passou, que o mar se acabou.
Ele se fortalece, com maré alta ou baixa, encanta, inspira e permanece.
Que Deus nos abençoe!
(Naqueles poderosos dias de reflexão- 18/08 03:13h
No avião conheci um conterrâneo nordestino que já mora fora da terra natal há mais de 10 anos. Na conversa, trocamos algumas palavras relacionadas a nossa ausência do nordeste. A família, os amigos, os círculos de convivência, o trabalho... E naqueles poucos minutos de escala ele falou algo que tenho "remoído" essa semana inteira: as mudanças.
Ele disse que qdo veio pro Norte e voltava de férias para o Nordeste, guardava um "monte de novidades" para contar aos amigos qdo lá chegasse. Com o passar do tempo, começou a perceber que as suas novidades já não eram tão compartilhadas, porque aqueles amigos de outrora já não eram mais tão amigos assim. Que os amigos, já eram amigos de outros amigos. Que aquelas novidades, já não faziam tanto sentido naquele novo contexto. Percebeu que ele também já tinha construído novos vínculos de proximidade.
Interessante como essas coisas funcionam... E quem disse que elas são essencialmente ruins? São nada... Isso nos mostra o qto tudo é transitório, o qto algumas amizades permanecem firmes mesmo diante das ausências. Que na vida, o tempo todo, estamos crescendo, nos desenvolvendo, nos aperfeiçoando.
Daí fiquei a pensar na música tão conhecida - interpretada por Lulu Santos
Como Uma Onda
Composição: Lulu Santos / Nelson Motta
Nada do que foi será
De novo do jeito que já foi um dia
Tudo passa
Tudo sempre passará
A vida vem em ondas
Como um mar
Num indo e vindo infinito
Tudo que se vê não é
Igual ao que a gente
Viu há um segundo
Tudo muda o tempo todo
No mundo
Não adianta fugir
Nem mentir
Pra si mesmo agora
Há tanta vida lá fora
Aqui dentro sempre
Como uma onda no mar (3x)
Não é porque a onda passou, que o mar se acabou.
Ele se fortalece, com maré alta ou baixa, encanta, inspira e permanece.
Que Deus nos abençoe!
(Naqueles poderosos dias de reflexão- 18/08 03:13h
quinta-feira, 18 de junho de 2009
OPORTUNIDADES
Estive "passeando" por uns blogs de amigos muito queridos essa semana. Daí, achei esse texto de um amigo muito especial. É verídico, sincero e forte. Vale a pena ler.
"Última chance?
Olá, pessoas!
Após uma conversa via e-mail sobre relacionamento com irmãos, decidi enviar um contando minha história de relacionamento com meu irmão. Segue abaixo:
Convivência com irmãos é algo complicado; se não colocarmos o Evangelho à frente, corremos o risco de testemunharmos muito pouco do Cristo em nós.
Até os meus dezessete anos, a pessoa que mais passou tempo ao meu lado foi meu irmão (um ano mais velho que eu) - Estudávamos na mesma escola, dormíamos no mesmo quarto, andávamos com os mesmos amigos e por aí vai...
O lance é que, como todo irmão, discutíamos muito... Amávamos-nos, sem dúvida, mas NUNCA (eu disse NUNCA) chegamos a dizer um para o outro: "eu te amo"... Saca aquela coisa de: "não, ele sabe, que o amo, eu não preciso dizer não"? Pois é!
A questão é que me converti... Como convertido, nova criatura, comecei a sentir o peso de mostrar a diferença, o peso de ser exemplo, o peso de "negar-me a mim mesmo" e sabia que meu Pai Soberano queria que eu abrisse um pouco mais mão das minhas vontades e demonstrasse mais o que Cristo faria.
Em dois anos de Evangelho, continuei sem demonstrar (em palavras) meu amor para com ele, de forma que continuava a me fechar no meu mundo, aconselhando muitos a jogar por terra a timidez e lutar pela restauração de um relacionamento firmado pelo Pai - quando EU MESMO não o fazia.
Exatamente dois anos depois da conversão, durante um Encontro de jovens, eu falei: "Deus, dessa vez eu vou abrir mão das minhas vontades... Quando eu chegar em casa eu abraço meu irmão e digo a ele que o amo, independente da sua reação!". Isso foi no dia 31 de outubro de 1998, um sábado.
Quando cheguei em casa, meu irmão tinha saído. Eu poderia esperar ele voltar, mas no meu coração me alegrei em não ter que fazer aquilo - e dessa vez a culpa não tinha sido minha, pois a "vontade" eu tive, mas ele não estava lá... Quem manda não estar na hora?
Minha parte eu já fiz!!! De fato - deitei logo pra evitar que eu estivesse acordado quando ele chegasse, assim no outro dia de manhã logo cedo eu sairia pra o EJC de novo, ele ainda estaria dormindo e eu poderia adiar mais um pouco aquilo, já que, como eu já disse: "minha parte eu já fiz - se ele não está em casa o problema não é meu!". E dormi...
É ruim quando acordamos de madrugada sendo despertados por alguém, não? Bom - Imaginem a situação de acordar de madrugada com sua mãe chorando e dizendo: "acorda, Saulo - Daniel bateu o carro!".
Eram 03:30h do domingo, 01 de novembro de 1998 - e essas datas geralmente nunca mais saem da nossa mente.
Meu irmão virara o carro após uma derrapagem em uma curva - Meu irmão estava em coma - Minha família angustiada, mas Eu tinha uma certeza: ELE NÃO VAI MORRER, POIS EU FIZ UM PROPÓSITO COM DEUS E SEI QUE MEU IRMÃO SÓ MORRE DEPOIS QUE EU PEDIR PERDÃO PELA FORMA QUE O TRATEI E DISSER QUE O AMO!!!
Bom, como Deus é um Deus de milagres, realmente o negócio parecia correr pra onde eu pensava, pois apesar dos médicos darem poucas horas de vida tevido ao trauma no crânio, ele agüentava cada dia demonstrando o que Deus faria, e NAQUELES DIAS EU TIVE FÉ NO REAL SENTIDO DA PALAVRA.
Meu irmão ficou cinco dias em coma, e eu era a ÚNICA pessoa que acreditava que ele sobreviveria, e quando digo acreditar não é aquela mera fé de: "oh, Deus, faça algo, eu sei que tu podes!". Não, eu dizia em meu coração: "Deus, muito obrigado, pois meu irmão ficará vivo e eu cumprirei minha promessa contigo!".
Quando eu sabia que o quadro clínico piorava, eu subia para a U.T.I e ficava olhando pelo vidro, pois eu sabia que se fosse pra ele morrer antes disso ele abriria os olhos e eu o veria, então eu colocaria toda aquela indumentária típica de U.T.I. (touca, máscara, touca pra cobrir os pés...) entraria na sala, diria pra ele o que eu prometera e depois ele morreria.
Todos sabiam o propósito de Deus. Eu não acreditava nisso, eu acreditava que Deus seria misericordioso, seria bondoso, seria DEUS, e que se quisesse levar meu irmão deixaria pelo menos eu dizer o que queria para o meu irmão antes dele partir.
Na madrugada do dia 5 de novembro eu estava no Hospital Santo Inácio, em Juazeiro do Norte, no Ceará, em um jardim do prédio, juntamente com dois amigos: um chamado Marcol e outro chamado Samyr, e conversávamos sobre esses milagres que Deus poderia fazer pelos seus. De repente acaba a energia do hospital... Subo até a U.T.I e, para a minha surpresa: O gerador não liga!
Pra resumir a história, depois de uns dez minutos de falta de energia elétrica, aparelhos desligados e médicos tentando a respiração manual, surge um enfermeiro e pergunta quem da família estava ali - E meu mundo desabou!
Minha maior angústia era: QUAL A RAZÃO PELA QUAL DEUS NÃO ME DEIXOU FALAR O QUE EU QUERIA PARA O MEU IRMÃO? Como pode um Deus tão carrasco assim? Deus não podia simplesmente me deixar falar com ele e em seguida fazê-lo partir?
Pois bem... Depois de alguns anos de "revolta" (que eu chamaria mais de incompreensão), Deus me respondeu: VOCÊ JÁ TEVE SUAS CHANCES E DESPERDIÇOU!
Eu tive minha chance todas as vezes em que, chegando "edificado" da igreja, ignorei-o... Eu tive minha chance nas incontáveis caronas que eu pegava com ele e íamos sozinhos da escola até nossa casa e esse percurso durava mais de meia hora...Tive minha chance todas as vezes em que cheguei em casa com a Bíblia embaixo do braço e ele estava assistindo TV...Enfim... Chances não faltaram - eu não quis seguir o tempo de Deus, quis fazer o MEU PRÓPRIO TEMPO - E deixei de ser abençoado pelo orgulho de não dizer um "te amo, mano!"
Nossa última chance pode ser agora!
Ah... Essa historiazinha não é mais um e-mail daqueles que encaminham para você - Essa é a história de Saulo Ribeiro, irmão de Daniel Ribeiro - Dois irmãos que se amavam - e esqueceram de dizer isso um ao outro devido aos corações pecadores e orgulhosos de ambos!
Que o Senhor dos que são aqui e dos que são na Eternidade nos abençoe!"
Fonte: http://sauloribeiro.blogspot.com/
"Última chance?
Olá, pessoas!
Após uma conversa via e-mail sobre relacionamento com irmãos, decidi enviar um contando minha história de relacionamento com meu irmão. Segue abaixo:
Convivência com irmãos é algo complicado; se não colocarmos o Evangelho à frente, corremos o risco de testemunharmos muito pouco do Cristo em nós.
Até os meus dezessete anos, a pessoa que mais passou tempo ao meu lado foi meu irmão (um ano mais velho que eu) - Estudávamos na mesma escola, dormíamos no mesmo quarto, andávamos com os mesmos amigos e por aí vai...
O lance é que, como todo irmão, discutíamos muito... Amávamos-nos, sem dúvida, mas NUNCA (eu disse NUNCA) chegamos a dizer um para o outro: "eu te amo"... Saca aquela coisa de: "não, ele sabe, que o amo, eu não preciso dizer não"? Pois é!
A questão é que me converti... Como convertido, nova criatura, comecei a sentir o peso de mostrar a diferença, o peso de ser exemplo, o peso de "negar-me a mim mesmo" e sabia que meu Pai Soberano queria que eu abrisse um pouco mais mão das minhas vontades e demonstrasse mais o que Cristo faria.
Em dois anos de Evangelho, continuei sem demonstrar (em palavras) meu amor para com ele, de forma que continuava a me fechar no meu mundo, aconselhando muitos a jogar por terra a timidez e lutar pela restauração de um relacionamento firmado pelo Pai - quando EU MESMO não o fazia.
Exatamente dois anos depois da conversão, durante um Encontro de jovens, eu falei: "Deus, dessa vez eu vou abrir mão das minhas vontades... Quando eu chegar em casa eu abraço meu irmão e digo a ele que o amo, independente da sua reação!". Isso foi no dia 31 de outubro de 1998, um sábado.
Quando cheguei em casa, meu irmão tinha saído. Eu poderia esperar ele voltar, mas no meu coração me alegrei em não ter que fazer aquilo - e dessa vez a culpa não tinha sido minha, pois a "vontade" eu tive, mas ele não estava lá... Quem manda não estar na hora?
Minha parte eu já fiz!!! De fato - deitei logo pra evitar que eu estivesse acordado quando ele chegasse, assim no outro dia de manhã logo cedo eu sairia pra o EJC de novo, ele ainda estaria dormindo e eu poderia adiar mais um pouco aquilo, já que, como eu já disse: "minha parte eu já fiz - se ele não está em casa o problema não é meu!". E dormi...
É ruim quando acordamos de madrugada sendo despertados por alguém, não? Bom - Imaginem a situação de acordar de madrugada com sua mãe chorando e dizendo: "acorda, Saulo - Daniel bateu o carro!".
Eram 03:30h do domingo, 01 de novembro de 1998 - e essas datas geralmente nunca mais saem da nossa mente.
Meu irmão virara o carro após uma derrapagem em uma curva - Meu irmão estava em coma - Minha família angustiada, mas Eu tinha uma certeza: ELE NÃO VAI MORRER, POIS EU FIZ UM PROPÓSITO COM DEUS E SEI QUE MEU IRMÃO SÓ MORRE DEPOIS QUE EU PEDIR PERDÃO PELA FORMA QUE O TRATEI E DISSER QUE O AMO!!!
Bom, como Deus é um Deus de milagres, realmente o negócio parecia correr pra onde eu pensava, pois apesar dos médicos darem poucas horas de vida tevido ao trauma no crânio, ele agüentava cada dia demonstrando o que Deus faria, e NAQUELES DIAS EU TIVE FÉ NO REAL SENTIDO DA PALAVRA.
Meu irmão ficou cinco dias em coma, e eu era a ÚNICA pessoa que acreditava que ele sobreviveria, e quando digo acreditar não é aquela mera fé de: "oh, Deus, faça algo, eu sei que tu podes!". Não, eu dizia em meu coração: "Deus, muito obrigado, pois meu irmão ficará vivo e eu cumprirei minha promessa contigo!".
Quando eu sabia que o quadro clínico piorava, eu subia para a U.T.I e ficava olhando pelo vidro, pois eu sabia que se fosse pra ele morrer antes disso ele abriria os olhos e eu o veria, então eu colocaria toda aquela indumentária típica de U.T.I. (touca, máscara, touca pra cobrir os pés...) entraria na sala, diria pra ele o que eu prometera e depois ele morreria.
Todos sabiam o propósito de Deus. Eu não acreditava nisso, eu acreditava que Deus seria misericordioso, seria bondoso, seria DEUS, e que se quisesse levar meu irmão deixaria pelo menos eu dizer o que queria para o meu irmão antes dele partir.
Na madrugada do dia 5 de novembro eu estava no Hospital Santo Inácio, em Juazeiro do Norte, no Ceará, em um jardim do prédio, juntamente com dois amigos: um chamado Marcol e outro chamado Samyr, e conversávamos sobre esses milagres que Deus poderia fazer pelos seus. De repente acaba a energia do hospital... Subo até a U.T.I e, para a minha surpresa: O gerador não liga!
Pra resumir a história, depois de uns dez minutos de falta de energia elétrica, aparelhos desligados e médicos tentando a respiração manual, surge um enfermeiro e pergunta quem da família estava ali - E meu mundo desabou!
Minha maior angústia era: QUAL A RAZÃO PELA QUAL DEUS NÃO ME DEIXOU FALAR O QUE EU QUERIA PARA O MEU IRMÃO? Como pode um Deus tão carrasco assim? Deus não podia simplesmente me deixar falar com ele e em seguida fazê-lo partir?
Pois bem... Depois de alguns anos de "revolta" (que eu chamaria mais de incompreensão), Deus me respondeu: VOCÊ JÁ TEVE SUAS CHANCES E DESPERDIÇOU!
Eu tive minha chance todas as vezes em que, chegando "edificado" da igreja, ignorei-o... Eu tive minha chance nas incontáveis caronas que eu pegava com ele e íamos sozinhos da escola até nossa casa e esse percurso durava mais de meia hora...Tive minha chance todas as vezes em que cheguei em casa com a Bíblia embaixo do braço e ele estava assistindo TV...Enfim... Chances não faltaram - eu não quis seguir o tempo de Deus, quis fazer o MEU PRÓPRIO TEMPO - E deixei de ser abençoado pelo orgulho de não dizer um "te amo, mano!"
Nossa última chance pode ser agora!
Ah... Essa historiazinha não é mais um e-mail daqueles que encaminham para você - Essa é a história de Saulo Ribeiro, irmão de Daniel Ribeiro - Dois irmãos que se amavam - e esqueceram de dizer isso um ao outro devido aos corações pecadores e orgulhosos de ambos!
Que o Senhor dos que são aqui e dos que são na Eternidade nos abençoe!"
Fonte: http://sauloribeiro.blogspot.com/
Por meu amigo Mythus
Açúcar ou Adoçante?
Perto a trigésima volta ao redor do sol, ela percebera que tudo precisava de um "Plano B", na frente da atendente do Café Aurora.Após recebermos o pedido, parecia que estávamos sozinhos no Café. Lambendo o ganache da colher como quem tinha metade da idade, falava dos planos frustrados ao tom de piada. Solidarizei-me. Já saí do "Plano A" algumas poucas (milhares de) vezes. E do "Plano B". E do "C"... A depender da área da vida, já zerei o contador de planos.Quem faz planos tem que aprender a fazê-los livres, para mudar conforme o vento. Eu faço planos, sou um planador.Ela disse que era o acaso e, no ocaso daquele dia, no meio do último biscoito, não tinha planos para a noite. Mentira.
Fonte: http://kaleidoskopio.blogspot.com
Perto a trigésima volta ao redor do sol, ela percebera que tudo precisava de um "Plano B", na frente da atendente do Café Aurora.Após recebermos o pedido, parecia que estávamos sozinhos no Café. Lambendo o ganache da colher como quem tinha metade da idade, falava dos planos frustrados ao tom de piada. Solidarizei-me. Já saí do "Plano A" algumas poucas (milhares de) vezes. E do "Plano B". E do "C"... A depender da área da vida, já zerei o contador de planos.Quem faz planos tem que aprender a fazê-los livres, para mudar conforme o vento. Eu faço planos, sou um planador.Ela disse que era o acaso e, no ocaso daquele dia, no meio do último biscoito, não tinha planos para a noite. Mentira.
Fonte: http://kaleidoskopio.blogspot.com
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Vinte e oito
Não sei qual a razão que levou Renato Russo a escrever a música vinte e nove. Ela fala de perdas, aprendizados, decisões e tem uma melodia melancólica, que me deixa pensando sobre cada frase dita...
Eu, como não sou boba, nem tenho 29, resolvi escrever sobre meus 28. No dia 28 de janeiro, fiz 28 anos.
Aos 28 achei meus primeiros cabelos brancos, perdi minha primeira unha, tomei meu primeiro banho de cachoeira, me apaixonei e desapaixonei num espaço tão curto de tempo,tive minha primeira dor na região lombar (acho que é o ciático-aff!),conheci pessoas inesquecíveis...
Engraçado que, quando eu era adolescente eu comentava com uma grande amiga: queria que o futuro chegasse logo. Eu tinha tantos planos em relação aos 28... Na verdade vejo que fiz mais planos para os 27. Hoje vejo que essas sao meras expectativas que colocamos em nós que, de certo modo são válidas. Mas, que se concretizarão - ou não- ao seu tempo. E que precisamos trabalhar em nós as possiveis frustrações...
Aos 28 estou aprendendo: ter sempre um plano B, viver mais intensamente, ouvir mais, respeitar mais meus sentimentos, ceder mais, dar mais valor às coisas simples, às presenças, tomar mais banho de chuva, rir das minhas proprias situações, exortar, refletir e viver mais...Me sinto aos 28, na "maturidade da adolescência" da minha vida.Esperando ansiosamente não pelo congelamento da minha idade, mas sim, pela "maturidade da juventude" do porvir.
Aos 28 ainda quero, penso e sonho tanta coisa que, caso não aconteçam até 27 de janeiro de 2010, acontecerão no tempo certo...
Em dias de reflexão (21/05/09 01:58h)
Não sei qual a razão que levou Renato Russo a escrever a música vinte e nove. Ela fala de perdas, aprendizados, decisões e tem uma melodia melancólica, que me deixa pensando sobre cada frase dita...
Eu, como não sou boba, nem tenho 29, resolvi escrever sobre meus 28. No dia 28 de janeiro, fiz 28 anos.
Aos 28 achei meus primeiros cabelos brancos, perdi minha primeira unha, tomei meu primeiro banho de cachoeira, me apaixonei e desapaixonei num espaço tão curto de tempo,tive minha primeira dor na região lombar (acho que é o ciático-aff!),conheci pessoas inesquecíveis...
Engraçado que, quando eu era adolescente eu comentava com uma grande amiga: queria que o futuro chegasse logo. Eu tinha tantos planos em relação aos 28... Na verdade vejo que fiz mais planos para os 27. Hoje vejo que essas sao meras expectativas que colocamos em nós que, de certo modo são válidas. Mas, que se concretizarão - ou não- ao seu tempo. E que precisamos trabalhar em nós as possiveis frustrações...
Aos 28 estou aprendendo: ter sempre um plano B, viver mais intensamente, ouvir mais, respeitar mais meus sentimentos, ceder mais, dar mais valor às coisas simples, às presenças, tomar mais banho de chuva, rir das minhas proprias situações, exortar, refletir e viver mais...Me sinto aos 28, na "maturidade da adolescência" da minha vida.Esperando ansiosamente não pelo congelamento da minha idade, mas sim, pela "maturidade da juventude" do porvir.
Aos 28 ainda quero, penso e sonho tanta coisa que, caso não aconteçam até 27 de janeiro de 2010, acontecerão no tempo certo...
Em dias de reflexão (21/05/09 01:58h)
segunda-feira, 13 de abril de 2009
É assim...
Quem gosta quer estar perto
Faz acontecer oportunidades
Cria desculpas para se ver
Faz uma situação tramada milimetricamente parecer coincidência
Liga ao menos para ouvir a voz
Deseja saber como o outro está
Utiliza as novas tecnologias ao seu favor
Não aceita o “não estou com tempo” como verdade absoluta.
Quem gosta, percebe que sua ausência é muito significante
Fica por perto, ao menos pelo prazer da companhia
Inventa surpresas
Cria e recria formas de surpreender
Seja lá quem for, quem você ame ou goste.
Aproveite o dia de hoje para dizer e quem sabe, demonstrar isso.
Não deixe escapar a oportunidade de fazer alguém feliz e também de se fazer feliz.
Afinal, a companhia, o carinho, o abraço, o estar perto de quem se gosta, sempre vale a pena.
Boa semana!!
Faz acontecer oportunidades
Cria desculpas para se ver
Faz uma situação tramada milimetricamente parecer coincidência
Liga ao menos para ouvir a voz
Deseja saber como o outro está
Utiliza as novas tecnologias ao seu favor
Não aceita o “não estou com tempo” como verdade absoluta.
Quem gosta, percebe que sua ausência é muito significante
Fica por perto, ao menos pelo prazer da companhia
Inventa surpresas
Cria e recria formas de surpreender
Seja lá quem for, quem você ame ou goste.
Aproveite o dia de hoje para dizer e quem sabe, demonstrar isso.
Não deixe escapar a oportunidade de fazer alguém feliz e também de se fazer feliz.
Afinal, a companhia, o carinho, o abraço, o estar perto de quem se gosta, sempre vale a pena.
Boa semana!!
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
Sorrir (Marcos Viana)
Sorrir, quando a dor te torturar, e a saudade atormentar, os teus dias tristonhos, vazios...
Sorrir, quando tudo terminar, quando nada mais restar, do seu sonho encantador...
Sorrir, quando o sol perder a luz e sentires uma cruz, nos teus ombros cansados, doloridos...
Sorrir, vai sentindo a tua dor, e ao notar que tú sorris, todo mundo irá supor, que és feliz!
****************
"A arte de sorrir, cada vez que o mundo diz: não!!"
****************
É importante sorrir, mesmo em meio a dor, em meio ao sofrimento.
Sorrir, qdo no coração houver a mais profunda vontade de chorar.
Na esperança de que no dia seguinte, a vida poderá ser melhor.
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
Sites de relacionamentos

Perdi mais de 2 horas olhando os orkuts de alguns dos meus amigos. Daí, fiquei pensando: por que geralmente a gente acha que a vida do outro é melhor que a nossa?
Às vezes achamos que são mais felizes, mais realizados, mais bem remunerados.
Sem medos, afliçoes, angústias, estresses...
Também... ninguém posta fotos tristes, de momentos difíceis, de sonhos não realizados...
Parece que no nosso inconsciente achamos que eles não ralaram muito para estarem onde estão...E que já alcançaram tudo que queriam na vida.Como a gente se engana... Digo isso pq já pensaram assim ao meu respeito.
Você já parou para pensar no que os outros pensam de você? Da sua página de relacionamentos?
Bom fim de semana.
(Em dias de introspecção- 20.02.09)
Às vezes achamos que são mais felizes, mais realizados, mais bem remunerados.
Sem medos, afliçoes, angústias, estresses...
Também... ninguém posta fotos tristes, de momentos difíceis, de sonhos não realizados...
Parece que no nosso inconsciente achamos que eles não ralaram muito para estarem onde estão...E que já alcançaram tudo que queriam na vida.Como a gente se engana... Digo isso pq já pensaram assim ao meu respeito.
Você já parou para pensar no que os outros pensam de você? Da sua página de relacionamentos?
Bom fim de semana.
(Em dias de introspecção- 20.02.09)
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