quinta-feira, 26 de maio de 2011
sábado, 7 de maio de 2011
Incompleta
Faz um tempo que estou enclausurada em meus sentimentos e pensamentos, sem externá-los.
Daí, hoje resolvi voltar a escrever.
É claro que isso não se dá despretensiosamente.
Já percebi que os dias em que mais escrevo são aqueles em que estou mais deprimida ou introspectiva. Estou um pouco assim hoje...
Estava eu aqui, ouvindo uma música de Alanis Morissette: Incomplete.
Pela tradução que acompanhei, ela apresenta tudo que espera que irá lhe acontecer um dia: estar casada, com filhos biológicos ou adotivos, curada das dores, em que conhecerá Deus, quando estará segura igual as mulheres que completam seus 30 anos, em que falará livremente, que estará com menos medo...
Essa tal "incompletude" transpõe tudo para o amanhã.
Já que hoje sempre falta algo, se está sempre insatisfeito.
O peso disso para amanhã é muito grande. Precisa ser repartido desde já.
Mesmo quando os pensamentos insistam em desanimar, diante do aparente quadro de controle, quando vem uma forte onda e passa por cima do meu castelo de areia já construído na beira do mar.
Construí um castelo assim esses dias.
É claro que ele não ficaria muito tempo em pé.
Afinal, o construí sem alicerces, de areia e bem pertinho do mar...
Mais cedo ou mais tarde, ele despencaria, e pior: eu sabia disso.
Não desisti da construção.
Mas, entendo perfeitamente que a hora é agora.
Esse é o "one day" da música de Alanis, na minha perspectiva.
Com as poucas ferramentas e recursos que tenho, chegou o momento.
O importante para mim agora é o processo de construção desse futuro.
E ele já começou para mim.
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