quarta-feira, 3 de agosto de 2011

SOLTANDO A ÂNCORA

Esses dias em virtude de uma campanha na minha igreja, voltei a ler o livro de Kerry e Chris Shook: Um mês para viver. A proposta do livro é refletir sobre como viveríamos se soubéssemos que temos apenas mais um mês de vida.

No dia de ontem, a leitura era sobre o Oceano- explorando as profundezas do perdão.

Ao fazer a analogia com o oceano, os autores nos lembram que por mais que mergulhemos nele, ainda assim, ficamos no superficial, dado o que ainda existe nas profundezas. Falam ainda sobre os trajes adequados, sobre o cuidado que se deve ter com a respiração. Mas, o que mais me chamou atenção foi o convite para soltar a âncora.

Quando falamos sobre perdão, falamos quase sempre em dor. Muitas vezes estamos doloridos, magoados, feridos com algo que nos aconteceu. Contudo, a falta de perdão nos imobiliza, nos aprisiona, nos ancora.

Voltando a âncora...
"Quando não pedimos nem abraçamos o perdão que tão livremente nos é dado, começamos a afundar. Pense nisso [...] como uma grande âncora que nos puxa para baixo. Algumas pessoas estão de tal modo acostumadas a arrastar a âncora de culpa atrás de si que dificilmente se lembram que ela existe. [...] A culpa pode envenenar todas as áreas de sua vida." (Shook, 2009, p. 97)

No livro de Miquéias (7:19) fala: "De novo terás compaixão de nós; pisarás as nossas maldades e atirarás todos os nossos pecados nas profundezas do mar".

Alguém aí já perdeu algo no mar? Ali, na beira da praia? Imaginem lançar uma moeda e voltar depois para procurar... será que encontraremos? Agora, imaginem isso nas profundezas do mar?

Deus não tem o interesse em fazer com que fiquemos nos remoendo, nos contorcendo com as nossas culpas. Ele quer que levemos para Ele nossa âncora para tirá-la de nós e lançar no mais profundo oceano do seu perdão.

Contudo, tem coisas que Ele não vai fazer por mim:
* Ele não vai pedir perdão a alguém por mim.
* Ele não vai perdoar alguém por mim.
* Ele não vai me perdoar por mim.

Perdoar - para mim - não significa esquecer, nem ser feita de boba.
Significa assumir que tal coisa não vai mais fazer eco na minha vida.
Sinceramente, não quero algumas âncoras que guardei comigo por anos. Elas estão pesadas demais.
Quero me livrar delas.
Quero vestir as roupas apropriadas e mergulhar... nas águas limpas e purificadoras do Oceano de Deus.

‎"Quem não consegue perdoar destrói a ponte sobre a qual terá de passar" George

Herbert


Bom restinho de dia. (03.08.11)

FASES

Estou há dias pensando no que escrever no blog.
Não que eu esteja esvaziada de idéias, de histórias, de experiências, pelo contrário.
O difícil tem sido eleger o que escrever.

Elegi então escrever sobre fases...
Penso que algumas fases que passamos na vida parecem um jogo de vídeo game.
Eu nunca tive um, nem dos mais antigos ou dos sofisticados de hoje em dia- a não ser àqueles que já vem nos computadores. Mas, lembro quando na infância e adolescência, na casa de primos ou amigos eu jogava. Meu jogo preferido era o Mario Brothers.

Como em todo jogo, à medida que você passa de uma fase, a posterior fica mais complicada, cheia de desafios, detalhes, riscos e também, novas formas de pontuação, adrenalina e a alegria da superação.

Lembro também quando na adolescência, minha amiga Alessandra e eu, sentadas na praça perto de onde morávamos, conversávamos sobre o tempo. Eu dizia: queria que o futuro chegasse logo!

Bem vinda, Eva! Ele chegou - ouço até a musiquinha de fundo, avisando que passei de fase.
O futuro que eu dizia que queria que chegasse, é hoje o meu presente.

Tenho vivido uma ótima fase. Com outros desafios, claro.
Que trarão outros, outros, e outros....
Mas, a "minha vasta experiência" nas fases anteriores, tem me ajudado a vencer os obstáculos, a pegar as "moedas" e saltar para o futuro que ainda me espera.

Bom restinho de semana a tod@s. (Escrito em: 03.08.11)