Hoje me deu vontade de escrever sobre o desafio que muitas vezes é fazer as coisas certas. Fazer as coisas erradas e agir de forma errada parece ter tomado conta do inconsciente coletivo a ponto de acharmos estranho quando alguém faz algo correto. Mas, por que isso acontece?
Esses dias um comentário ao meu respeito me incomodou muito. Lembra daquela música do Raimundos: mulher de fases? A música trata de alguém complicada e perfeitinha. E foram exatamente esses dois adjetivos que uma colega utilizou, se referindo a mim. Na hora questionei: por que você está me chamando assim? Ela respondeu: porque você gosta das coisas muito certinhas. Eu, no auge da minha indigação com o assunto perguntei: e qual é o mal de querer fazer as coisas certas?
Sei que não sou perfeita e que também não serei. Mas, quero durante a minha estadia aqui na terra deixar marcas positivas que condizem com uma pessoa que assumiu para si um compromisso de vida diferente.
O mundo da política, dos negócios, das relações interpessoais tem registrado, valores que nem sempre são positivos. Chegamos ao ponto de, ficarmos surpresos quando alguém que acha e devolve uma carteira com documentos ou uma pasta cheia de dinheiro, ou quando alguém cede um lugar para um idoso numa fila por ele ter prioridade, ou ainda, quando alguém decide não sonegar imposto ou devolver um trôco a mais que recebeu.
O mundo e a vida precisam de pessoas que assumam o desafio de fazer as coisas certas. Ainda que sejam tachadas de tolas ou bobas.
Os exemplos que dei são básicos e cotidianos. Mas, costumam acontecer sempre quando a gente menos imagina.
Sei que aqui ou acolá a gente pode tropeçar, mas o importante, é assumir o desafio de querer e fazer as coisas certas.
Vamos tentar?
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